quinta-feira, março 10, 2011

As Brechas

em chamas
   Todos os cultos foram muito abençoados. Pessoas foram tocadas, muitas delas foram libertas e todos se tornaram conscientes da grandiosidade de Deus. Em meio a todos os acontecimentos uma coisa chamou mais minha atenção: as brechas.
  Somos uma terra viva cercada de nada, assim como as ilhas. Mas assim como a terra sobre interferência das marés, nós somos frequentemente influenciados pelo que nos cerca. O ato de deixamos que essa influencia infiltre costumes que nos afastam da verdade eu denomino de Brecha.
  Nós damos muita abertura para os maus costumes, as más conversações, as más leituras, entre outros. Aos poucos vamos nos corrompendo, sem perceber as rachaduras que estamos fazendo em nossos princípios.
   A única maneira de rebocar essas brechas é admitindo a existência delas. Com os olhos vendados ninguém vê rachadura nenhuma. A estrutura está condenada, mas o dono da casa acha que não há perigo algum.
  Jesus, em sua grande sabedoria, deu-nos a oportunidade de perceber nossa condição instável, abrindo nossos olhos para as coisas que permitimos entrar e que deveriam ser bem vindas. Por essa razão o pastor Jocymar fez uma fogueira. Com o coração quebrantado muitos admitiram seu erros e seus pecados. Foi nesse dia que muitos foram libertos. As brechas muitas vezes nos amarram, nos algemam e por fim, viram aberturas para satanás entrar e agir.
  Na primeira fogueira feita muitos itens foram queimados. Na outra queimamos coisas abstratas escritas em um pedaço de papel, como símbolo da mudança. Mas a primeira fogueira não foi apenas simbólica, pode-se ver o mal realmente sendo queimado (literalmente).
  A lenha da primeira fogueira se constituía de diversos tipos de amuletos satânicos, roupas com simbologias demoníacas, ocultistas ou anti-princípios, pornografias, camisinhas, piercings, CDs,  entre outras coisas. Se é assustador o que um ‘cristão’ chega a levar em um acampamento, imagina então o que se tem em casa.
   Em meio as chamas se encontravam duas camisetas minhas. Demorou um pocado de tempo pros meus olhos abrirem para elas. Como passei muito tempo orando pelos outros acabei não pensando no que se encontrava na minha mala.  Quando eu parei um pouco de orar e as coisas já estavam queimando fui incomodada quanto a elas. Corri ao meu dormitório tirei as duas da mala, voltei e taquei-as no fogo. 
  Aos olhos dos outros, queima-las parecia bobagem, não havia nada de mais nelas. Ambas apenas continham personagens de um anime cuja história trata de uma maldição familiar que impedia alguns personagens de ter bons relacionamentos, devido ao fato deles virarem os animais do horóscopo japonês e um deles virar um demônio. Uma linda história de amor entre humanos normais e humanos amaldiçoados.
   É esse tipo de amor que Jesus gostaria que nós  baseássemos nossas vidas?  Não preciso basear meus desenhos, minhas histórias e meu viver em amores irreais, maldições, problemas de relacionamentos, etc. Deus me deu imaginação e talento o suficiente para criar e viver para Ele, segundo seus princípios. Não há necessidade de apelar para magia e ilusão.
  Eu quis me libertar dos padrões, das amarras e principalmente, não quero nada disso para minha vida. Chega de brechas. Essas coisas são usadas como armadilhas. Jamais se usam iscas que não atraem profundamente a atenção de suas presas.
  Engraçado que eu não ia levar nenhumas das duas camisetas, mas de última hora, enfiei as duas na mala. Elas, felizmente, jamais retornaram.
  Com seu fogo Deus derreteu o barro na qual sou feita (mesmo eu sendo costela- joke!) e tampou todas as rachaduras e brechas que eu havia feito quando deixei que a cultura, o sistema e a rotina roubassem o espaço que pertence a Ele.

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