Acabei de assistir Atonement (Desejo e Reparação em portugues)… o diretor teve umas sacadas muito boas pra conseguir fazer esse filme pq o livro vai e volta nos mesmos pontos , dado o ponto de vista de cada personagem… as roupas, a maquiagem e o cenario eram muito bem encaixados…Vestido branco no meio da mata para destacar, sendo este bem confortavel para dar ar de quem não tem tempo pra pensar na roupa, um vestido leve para dar a sensação de que ele não está ali, contraste de claro e escuro…gostei mesmo… a garotinha Bryoni foi interpretada por Saoirse Ronan, que fez um ótimo trabalho, gostei mais dela do que das versões crescidas… consigo ver claramente o caracter do personagem na interpretação dela.
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Agora, por causa da porcaria da aula de Antropologia, ‘que eu tanto amo’ assistirei Blade Runner-o caçador de androides… pq eu tenho que entregar, segunda, um trabalho sobre o filme… Deixarei o blog aberto e farei meu trabalho aqui, em quanto eu assisto e tomo chá quente de erva cidrera.
1) A tecnologia, enquanto elemento fundamental que marca a vida moderna não cumpre a promessa de melhoria de vida:
“Assim convivem, lado a lado, a mais alta tecnologia e os ambientes mais áridos e rudimentares, mostrando-nos que a relação entre desenvolvimento tecnológico e melhoria de vida pode ser, ela sim, uma ficção.” (Menezes, 2001,p.216)
1.1 Quais as imagens que, no filme, ratificam essa afirmação?
Ao mesmo tempo que a tecnologia surgiu para auxiliar e facilitar a vida dos seres humanos, melhorando sua qualidade de vida, ela gerou efeitos colateriais altamente danosos. Para exemplificar esses efeitos colaterais o filme faz uso dos cenarios existentes no filme, visto que, esses espaços urbanos altamente tecnológicos são extremamente populosos, abrigando grande quantidade de pessoas em pequenas áreas, sem a presença da natureza para quebrar a poluição visual causada por esse desenvolvimento. Devido ao excesso de informação visual, como prédio, imagens, luzes e outros, as cidades se tormaram locais sempre escuros, macabros e visualmente cansativos. A quantidade de lixo produzida e acumulada também se torna um fator determinante para a redução da qualidade de vida. Mas o ponto mais crucial é que o desenvolvimento interveio tanto no espaço e na sociedade que chegou ao ponto da raça humana precisar se retirar de seu próprio planeta e tentar colonizar outros para que conseguisse continuar vivendo.
1.2 Depois de mais vinte anos, essas imagens representam uma realidade totalmente fora de propósito ou de fato podem representar uma advertência para o perigo que tem significado o desenvolvimento desenfreado da tecnologia no contexto atual?
O desenvolvimento na qual estamos passando não chegará a ser igual ao do filme, pois nós vivenciamos a tecnologia ‘Nano’, ou seja, nossas criações tem o objetivo de ser mais eficientes ocupando o mínimo de espaço.Mas isso não quer dizer que o filme seja fora de propósito, ao contrário, a mensagem de advertência expressa no filme serve da mesma forma no contexto atual:
- A drástica redução da taxa de mortalidade que vivemos causa o aumento da população em pequenos espaços, mesmo que a taxa de natalidade também não seja alta. Mas essa populosidade somada ao consumo desenfreado dos recursos naturais acarreta no sumisso das áreas verdes, pois elas não tem tempo nem espaço para se recuperarem.
- Os exemplares de animais reais existentes são raros e caros, se tornando itens de colecionadores ou alvo de pessoas muito ricas, visto que as cidades chegaram há um nivel de desorganização alto, não havendo espaço nem condições para a sobrevivencia da maioria das espécies animais.
- O tempo é sempre escasso devido ao ritmo de vida por isso, no filme, a alimentação se baseia no ‘Fast food’, como o macarrão e outras coisas rápidas e pouco saudáveis na qual o personagem principal se alimenta.
-A contrução de cidades, quando baseada no exagerado número de habitantes urbanos, tende a estender-se verticalmente, como no filme. Isso causa o escurecimento do local já que há muitos objetos bloquando a entrada de luz e quando somado a poluição visual e falta de espaço causa cansaço e mal estar pois o olho humano descansa seus músculos ao olhar para o infinito, local que não existe nos cenarios do filme, pois todos os locais contêm informação.
- Basear-se apenas no comércio, no luco e na pesquisa, sem se importar com os efeitos causados na população, é autodestruição.
- A engenharia genética deixa de ter o objetivo ciêntifico/médico/benéfico e passa a ser apenas lucrativo, produzindo brinquedos, armas e escravos.
2) O andróide como espelho do homem contemporâneo:
Por trás da trama policial (a perseguição dos andróides), a questão crucial do filme é o tempo que comanda a existência num mundo onde o mal é a precoce e inevitável falta de tempo, de espaço (história) e de futuro (esperança). O andróide é um ser, que é por um lado, física e intelectualmente perfeito, funcional, competitivo mas que, por outro lado, escravo do tempo incerto, do passado inexistente, da ausência de identidade.
2.1 Em que sentido essa figura remete e adverte sobre o futuro do humano?
A figura do andróide nos alerta para os cuidados que devemos tomar em relação a busca pelo prolongamento da nossa vida. Ao tentar aumenta-la podemos acabar nos tornando escravos desta tarefa, passando por cima de tudo e de todos , focando apenas para essa busca e ignorando as vidas que poderão ser afetadas direta, ou indiretamente por esta.
2.2 Quais os elementos apresentados no filme (cenas,imagens, diálogos) que discutem a importância da história e da esperança de futuro?
Na última cena do filme o detetive já não tem mais que se livrar dos replicantes, mas com o fim da sua jornada se sente sem objetivos e sem futuro. Essa situação piora pois a única pessoa na qual ele se identificou não é uma pessoa de verdade e sim uma fabricação de engenharia genética que só não é humana pois todas as informações sobre ela foram criadas ou implantadas, sendo considerada por alguns de seus criadores como brinquedos de guerra e/ou prazer. É questionado nesse trecho o valor da vida dele e a da replicante. Ambos tinham uma vida curta, não tinham futuro, estavam com um presente questionável e seu passado nada acrescentava para a construção do futuro, então não haviam muitas diferenças entre eles, nada os impedia de estarem juntos.
Anteriormente a isso o filme discute uma frase famosa e muito questionada, dita pela replicante Pris: "Penso logo existo". No ver dos humanos do filme o fato dos andróides pensarem não era motivo para que eles pudessem ganhar o direito a vida e a escolha de seus própios caminhos. Os animais que eram fabricados eram tratados como animais, mas mesmo não sendo valorizados como os animais reais cumpriam o papel dos verdadeiros, sem reclamações dos donos, em compensação os andróides eram criados com base nos seres humanos,seres dotados de escolhas, mas eram consideradosapenas como ferramentas a serem usadas com fins determinados.
2.3 Considerando o contexto em que vivemos e nossas perspectivas de futuro, podemos concordar com a afinrmação abaixo? Explique.
“Os replicantes buscam, em todo o seu tempo, uma humanidade-identidade-tempo-memoria perdidos, não só para eles, mas perdidos no próprio homem que vive em um mundo cujo sentido não é mais visivel e imediato, onde tudo o que pareceria ser fácil transforma-se em indagações que escorrem inquestionavelmente por entre os nossos dedos” (Menezes, 2001, p.232)
Os replicantes da geração Nexus-6, diferente de outros replicantes, são mais complexos visto que foram criados para serem tão humanos quanto os humanos, realizando suas tarefas com mais perfeição e desenvolvendo, com o tempo, certos sentimentos. Por parecerem humanos mas não o serem e terem sido criados possuindo identidade própria, memória, inteligência, sentimentos,e outras coisas acabaram desenvolvendo falhas de instabilidade emocional e pouca empatia, se revoltando e buscando o auto conhecimento. Assim como eles os seres humanos buscam as respostas para a sua existência, mas alguns acabaram se perdendo nessa busca, não encontrando a resposta e ainda destruindo os outros seres que estavam a sua volta.
(…) pulei um texto gigante pq haja tempo pra copiar
3.1 Ao seu ver, a conversão de Roy, da dominação para a compaixão, pode ser também entendida como proposta para a conversão humana?
Por mais que as pessoas tentem ter compaixão e deixar de serem dominadoras, essa mudança não ocorre e não ocorrerá com todas, assim como ocorreu com o andróide Roy e não com todos os replicantes. Há seres humanos que tem consciência de quem são e do porque decidem tomar atitudes e seguir certos rumos, mas assim como Roy não conseguiu transmitir aos replicantes o que aprendera com sua jornada na Terra na busca pela vida e por uma identidade, nós humanos nem sempre sabemos como transmitir nossos conhecimentos de maneira clara, coerente e imponente aos outros, deixando de transmitir as verdades aprendidas que os ajudariam para toda a eternidade.





















