
Trabalho de Politica Educacional
ROTEIRO PARA COMENTÁRIO DO FILME:
- Breve sintese do Filme destacando as idéias ligadas aos autores estudados na disciplina.
- Tipo de instituição Educacional.
- Relações de poder (direção, coordenação, professores, alunos)
- Relações com o modelo de sociedade.
- Influências do Neoliberalismo
- Relação com o modelo de educação brasileira.
COMENTÁRIO:
O filme se passa no Sul da Califórnia, em Los Angeles, cidade na qual o professor Jaime A. Escarlate foi chamado para lecionar Ciências da Computação, em um colégio publico de ensino médio chamado Garfield High School. A relação de poder nessa escola é composta primeiramente pelo Diretor, Sr. Molina; depois pelos chefes de departamento como Raquel Ortega, de matemática; logo após pelos professores, como o Prof. Jaime Escarlate e o Prof. Sanzaki, pelos professores substitutos como o Sr. Schloss e por último vem os alunos. Acima do poder da escola está o Conselho educacional, composto pelo Dr. Ramirez e pelo Dr. Pearson. Logo que chega ao trabalho Jaime se depara com um problema: não há computadores devido à falta de recurso da instituição. Por essa razão passa a ensinar matemática. Para os neoliberalistas, isso é uma das provas da crise de qualidade que as escolas estão enfrentando, decorrente da improdutividade que caracteriza as práticas pedagógicas e a gestão administrativa da grande maioria dos estabelecimentos escolares. Tendo como objetivo ensinar, e não apenas a meta de receber salário, Jaime conquista a atenção de seus alunos, através do uso de técnicas didáticas, e eles passam a compreender a matéria. Além da didática o professor faz uso de um sistema proposto pelo neoliberalismo, que é o de garantir a eficiência dos alunos através de competições internas e o desenvolvimento de um sistema de prêmios e castigos com base no mérito e no esforço individual dos alunos, como por exemplo, o castigo de ir para frente da sala ser ‘o show’ dos colegas de turma, quando se está com mal comportamento em aula. O andamento do colégio não é bom e corre o risco de perder a licença. Em auxilio a escola e principalmente aos alunos o professor Escarlate pede para ministrar aulas mais avançadas aos alunos. Essa iniciativa acaba sendo uma solução para a melhora da qualidade da escola, mas sofre rejeições da chefe do departamento de matemática, devido a baixa expectativa que esta tem sobre a capacidade e a vontade dos alunos de assimilar o conteúdo das matérias. A relação entre a chefe do departamento e o professor Escarlate acaba ficando tensa, pois este ganha apoio do diretor em relação á suas atitudes em sala, e com isso acaba mexendo na hierarquização do poder, ou seja, o professor não precisa do consentimento de sua superiora para tomar as decisão e isso acaba por bagunçar a esfera política do local. Os alunos que freqüentam essa escola são moradores locais e vivem uma realidade diferente da do modelo de sociedade norte americana, visto que a sociedade do entorno é muito simples, marginalizada e composta por muitos estrangeiros, em maioria hispânica e pessoas sem grandes condições monetárias, sendo que muitas delas têm baixo nível escolar e algumas acabam roubando o que conseguirem para tentar ganhar um pouco mais de dinheiro. Este fato, somado com a administração fraca, faz com que a escola tenha pouco rendimento se comparado as escolas de bairros de outros níveis sociais. De acordo com o neoliberalismo esse mecanismo de exclusão e discriminação educacional resulta, como demonstrado no filme, na ineficácia da escola e da profunda incompetência daqueles que trabalham. Portando o professor Jaime acaba sendo uma exceção a estes modelos de professores criados pelas instituições pouco eficientes, devido a sua admissão recente e a sua determinação em trazer melhoras às condições dos moradores locais. Muitos dos alunos dessa escola acabam abandonando as aulas em busca de renda complementar para si e sua família ou por muitas vezes adotam a criminalidade como veículo de renda rápida. Em uma parte do filme o professor Escarlate faz uso da perspectiva neoliberal para convencer um aluno de que vale mais estudar do que ir trabalhar, pois mostra a ele que a matemática pode estar voltada ao mercado de trabalho, sendo ferramenta importante para o futuro, elevando-o do trabalho de mecânico para o de design de carros. O empenho do Professor Escarlate e dos alunos leva-os a vencer difíceis obstáculos, sendo os primeiros e únicos alunos desta instituição que prestaram o Exame Nacional para conseguir pontos para entrar na faculdade. Ao fazerem o exame acabam se saindo melhor que os alunos de escolas particulares, mas acabam sendo acusados de fraude, visto que resultados muito bons em escolas públicas não são comuns e são convidados a fazer as provas novamente para comprovar inocência em relação à fraude. Todos passam com notas altas e a partir daquele ano a instituição aceita e adota o estilo de aula do Professor Escarlate, resultando em grandes mudanças positivas para a escola, que passou a ter diversos alunos aprovados no Exame Nacional.
Podemos comparar o modelo educacional do filme como o modelo brasileiro e uma relação comum entre esses sistemas é que na rede pública, mesmo com a falta de um professor a aula tem que ser dada, ocorrendo o mesmo que o filme,ou seja, a aula é ministrada por um professor habilitado para outra matéria. Mas sabemos que o modelo do filme é o norte americano, conhecido como High School, que difere bastante do modelo brasileiro principalmente quando se trata da tentativa de entrar em universidades. No Brasil o sistema é por vestibulares e as melhores faculdades são as publicas em quanto lá só existem faculdades particulares e o sistema é por bolsas, valendo as notas adquiridas durante a High School, como visto no filme.
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